sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Belize - América Central

Este ano queríamos fazer uma grande aventura. Resolvemos começar por Belize que está localizado na costa caribenha do norte da América Central.


Belize tem a forma de um retângulo. A costa caribenha é forrado com um recife de coral e cerca de 450 ilhotas e ilhas conhecido localmente como cayes (pronuncia-se "chaves"). Eles somam cerca de 690 quilômetros quadrados, e formam a cerca de 320 quilômetros (199 milhas) de comprimento Barreira de Corais de Belize , a maior do hemisfério ocidental e mais longo o segundo no mundo depois da Grande Barreira de Corais . Três de apenas quatro corais atóis no Hemisfério Ocidental estão localizados na costa de Belize.


Belize City Center, Central American Boulevard, Belize

E a Aventura começou!!!

20 de Janeiro de 2013 - Domingo

Saímos de Porto Alegre/RS às 7h da manhã, chegando às 15h em Belize. (com um fuso horário de menos de 4 horas em relação ao horário do Brasil)
Revisamos nosso roteiro ainda no aeroporto em Porto Alegre.


Nosso voo teve escalas no Peru (5 horas), El Salvador (5 horas) e mais duas horas até Belize pela TACA, que por sinal é uma ótima companhia para se viajar, nenhum atraso e atendimento excelente.
Ao chegar em Belize City pegamos um taxi até o terminal marítimo. Compramos nosso bilhete até Caye Caulker. O barco levou 45 minutos. É bom sentar no fundo para não enjoar e não passar frio. Tínhamos algumas referências de pousadas para hospedagem, mas ao chegarmos um “gordito” nos abordou falando em inglês, mas já partimos para o espanhol e ele “hablan espanhol, que bueno”, mas ahhh...nos perguntou se já tínhamos reserva, pois poderia nos indicar algumas pousadas. O transporte na ilha é feito através de carrinhos de golfe. Aceitamos o convite do gordito e fomos ver algumas pousadas, a primeira que ele nos mostrou era uma das que tínhamos como referência, muito bonita, com cabanas em frente à praia e um bom preço dentro do nosso orçamento, nem pensamos é essa (Tropical Paradise Hotel – Caye Caulker). Um detalhe, ao lado da pousada ficava o cemitério da praia, pensamos, aqui será tranquilo... heheheh



Water Taxi- Belize City




Cemitério ao lado da Pousada


Deixamos as mochilas no quarto e saímos para caminhar e conhecer a ilha de Caye Caulker. A ilha é muito gostosa, pouca gente, cada uma na sua, tudo muito simples e charmoso. Paramos em um restaurante na beira da praia e pedimos uma indicação de comida típica para o garçom. Ele nos indicou uma lagosta com molho de leite de coco, arroz com coentro (tudo tem coentro naquelas bandas) e seleta de legumes. Estava simplesmente maravilhoso, muito saboroso. Pra acompanhar uma cerveja local (Belikin) muito boa por sinal.
Voltamos para o hotel às 20h em Belize, já 24h (meia noite no Brasil), dormimos logo, pois a cidade estava vazia no domingo à noite e estamos cansados da viagem, mas tudo tinha dado certo.



21 de Janeiro de 2013 - Caye Caulke - Belize
Claro que acordamos muito cedo pelo horário de Belize (8h), mas já era meio-dia no Brasil. Ouvimos barulho de chuva e pensei , xii não vai dar praia hoje. Mas de repente o Emerson olha na janela e grita, tá um baita Sol e céu azul, vamos sair pra rua. O barulho que pensei que fosse de chuva eram as folhas de bananeiras, batendo com o vento...



Tomamos café em uma casinha linda que serve café, o menu estava em inglês e espanhol, pedimos um café com leite e um negócio lá.... Bii.. veio ovo frito, bacon, pão com tomate e queijo derretido, pensa em bom! 

Após o café tomamos a primeira rua e saímos a passear. A ilha dormia seu sono tranquilo. O sol recém acordava de seu repouso!
Este são os carros da ilha.


 



O Emerson já estava louco por um churrasquinho!







Após a caminhada sentamos na beira do mar e ficamos ali parados e intimamente agradecendo por este paraíso. Não demorou muito e um rastafári, muito simpático nos chamou para um passeio, nas ilhas próximas. Já tínhamos agendado na noite anterior esse passeio. Fomos de lancha até a primeira parada, que era bem longe, colocamos o snorkel e as aletas (pés de pato) e nos atiramos no mar. Assim que caímos na água vimos a maior “arraia do mundo homi, como diz o LICO”, depois vieram as tartarugas e os peixes. Muito coloridos, lindos. Depois de curtir a tartaruga e os peixes, subimos na lancha e fomos um pouco mais longe, próximo da ilha de São Pedro. Eu não entendia nada que ele falava com o outro casal que estava no passeio conosco, um casal de americanos. Mas uma hora o Emerson me disse que entendeu que estávamos indo para um local que tinha tubarões. Ai que medo!





Nesta parada fizemos um super lanche, uma gostosura, mas com o balançar da lancha ficamos um pouco enjoados. Resolvi não descer e fiquei na lancha apreciando o lugar. Minutos depois me aparece o Emerson com uma arraia gigante que o “rastafári” passou para ele, e logo depois ele me disse que tinha abraçado um tiburon (tubarão), essa foto só quando revelarmos as fotos da máquina descartável que compramos para tirar fotos embaixo da água! Mas eu não vi nenhum tubarão.



Voltamos para o hotel bem enjoados, mas nada que a vista da praia não cure. Estou aqui escrevendo sobre o nosso dia sozinha, com o barulho do mar e das árvores.
No Final do dia fomos agendar um passeio de 3 dias em um veleiro.



22 de Janeiro de 2013

Cedo estávamos de pé para pegarmos o veleiro. Tínhamos que deixar nossas coisas com o capitão do barco até 07h30 e depois fomos tomar nosso café. Pedimos tortilhas, veio panquecas, ovo, tomate e feijão, uma bomba, mas a viagem era longa. (no café da manhã eles comem feijão, é bem tradicional).




Tomamos nosso Dramin B6 e seguimos para o veleiro. Como o final do passeio no dia 24/01 seria em Placencia/Belize, de lá já faríamos o deslocamento para Guatemala, portanto levamos as mochilas.

Ao todo tinham 16 passageiros (turistas), mais os três funcionários, Ich o capitão, que falava espanhol, mas o tempo todo só escutamos o inglês, bom para irmos aprendendo. E lá vamos nós rumo ao desconhecido com um monte de canadenses e americanos.
Emerson pagando nosso café em terra firme!






Navegamos muito tempo até a primeira parada. Essa primeira parada foi para nos atirarmos no mar com pés de pato e snorkel e curtirmos o fundo do mar do caribe. A água é algo fascinante, limpa, cristalina e quando você olha para o fundo do mar, percebe o quanto somos nada nesse planeta. No fundo do mar eles vivem em perfeita harmonia, tudo funciona, um respeita o espaço do outro. Cada mergulho que dávamos percebíamos a importância de cuidar do nosso planeta água.







Ao retornar ao veleiro depois desse espetacular mergulho, foi servido o almoço, um bastantão delicioso de arroz com curry, frango ao molho de curry, salada de maionese de leite e suco. Após o almoço, seguimos viagem ao som de Bob Marley.
Seguimos velejando para mais longe, fizemos mais uma parada em alto mar para um mergulho de snorkel (mas dessa vez não fui) ventava muito e o tempo estava fechando, o Emerson corajosamente, desceu e mergulhou, chegou contando da quantidade de arraias que tinha visto.
Seguimos em alto mar e no meio da viagem caiu uma chuvarada, o pessoal do barco colocou uma lona para quem tinha ficado na parte de cima e tudo certo.





Paramos para dormir em uma ilha particular, montamos nossas barracas, ventava muito e quase a barraca levanta voo. A pequena ilha se chamava “Rendezvous Caye”, um paraíso no meio do mar.








Tomamos uma bebida que eles preparam a base de rum, jantamos uma comida feita pelo capitão e logo fomos dormir na barraca úmida e com a chuva pegando. A noite não foi muito prazerosa, muito frio e chuva e a barraca apertadinha, mas tava valendo, pois acordar às 7h e ter uma praia só para você é muito bom, e não podemos controlar o tempo.







Sem internet e nosso blog foi todo escrito em um diário de forma romântica, como antigamente...





23 de Janeiro de 2013

Tomamos café com linguiça, ovos, panquecas e claro “frijoles” não poderiam faltar.
Em seguida embarcamos novamente no veleiro com destino a Tobacco Caye, com umas três paradas para snorkel antes de chegar lá. Eu só mergulhei na última, estava maravilhoso. Ao final do dia chegamos na ilha de Tobacco Caye, essa habitada por um pequenino povoado e com pousadas e uma pequena estrutura.




Dessa vez não precisamos ficar em barraca, pois eles alugam quartos e cabanas para o pessoal do veleiro. Ficamos em um quarto bem engraçado, mas muitooo melhor que a barraca (gostamos de acampar, mas no frio e na chuva, nada como uma boa cama). A noite o ajudante Dane preparou um assado de lagostas, hummmm...
Mas antes das lagostas eles prepararam um cevite de lagosta com tortilhas, nós, uma canadense e uma americana que fizemos amizade, nos atracamos no ceviche, logo depois do banho. Quase não deixamos para o restante do pessoal que chegou depois, heheheeh... estava muito bom. Depois foi degustar a lagosta assada com cerveja... maravilha...








O charme do quarto com seu mosqueteiro!


24 de Janeiro de 2013

Após acordarmos e tomarmos o tradicional café com “frijoles”, junto com os casais de canadenses, pegamos nossas coisas e partimos de Tobacco Caye. Passamos o dia velejando, o tempo estava fechado e prejudicou bastante o dia, não foi possível fazer snorkel pois o mar estava bem agitado, em compensação os botos nadavam em volta do veleiro.






Demos uma parada em mais uma ilha particular 










Olha como era preparado nosso almoço...




 Seguimos direto para Placencia, final do passeio. Nossa ideia era de irmos no mesmo dia para Flores/Guatemala, mas nos informamos com algumas pessoas que nos aconselharam a dormir em Placencia e seguir viagem no outro dia, seria mais prudente e seguro, pois não é bom viajar a noite naquelas bandas.
Então fomos a procura de uma pousada para passar a noite, caminhamos com as mochilas nas costas e na chuva e nada de achar pousada. 
Nossa sorte é algo fascinante, pois do nada apareceu um casal perguntando se queríamos “habitacion”. Nos deram várias dicas e nos indicaram o caminho das pousadas mais em conta da cidade. Ficamos em um Hotel muito bom. Finalmente uma cama gostosa e um banho quente!



 

A noite saímos para jantar com um casal de canadenses, a americana e outra amiga canadense que fizemos amizade. Chegando lá também estavam o capitão do veleiro e os outros dois ajudantes.
Voltamos ao hotel para dormirmos e seguirmos nossa viagem, nos despedindo de Belize e iniciando nosso tur pela Guatemala. 

Hasta Mañana!