Hoje eu e o Emerson nos superamos. Acordamos cedo, arrumamos tudo e saímos rumo a Guatemala. Sem café, fomos direto pegar a lancha que levava para Indepencia, onde iríamos pegar o ônibus que faria o trajeto até a Guatemala, como tínhamos que esperar 1h até a saída da lancha o Emerson saiu em busca de algo para comermos. Logo depois ele apareceu com um rolo de alumínio e diz, esse é o nosso café.
Era uma panqueca com feijão claro, frango e coentro. (Bomba!). Depois do forte café, pegamos a lancha até Independence ou Mango Creek como também é conhecida.
Descemos da lancha e caminhamos até o ponto de onde saem os ônibus até a cidade de Benque Viejo Del Carmen, nossa saída de Belize e entrada na Guatemala pela cidade de Melchor de Mencos. Chegamos para pegar o ônibus e buscamos mais informações e descobrimos que o ônibus que estava parado e tinha saído era o que poderíamos pegar, agora o próximo só daqui 2h. Portanto, sentamos e esperamos, olhando o movimento da cidade e o dia a dia do povo local. O Emerson puxou papo com um senhor que estava sentado em uma cadeira em frente ao mercadinho de onde saem os ônibus, daí ficou sabendo de tudo sobre a cidade, o que deveríamos fazer, etc... Nosso trajeto de ônibus seria de Independence até Dandriga (2h). Lá pegaríamos outro ônibus até a capital de Belize (Belmopan – mais 2h), trocando novamente de ônibus com destino a Benque Viejo Del Carmen, mais 2h. Foi uma aventura total, ônibus estilo escolares americanos, com todo tipo de gente e com direito a correria para pegar o outro ônibus que já estava saindo, foi um dia com muita adrenalina. No último trecho, o Emerson veio conversando com um rapaz que estava no ônibus conosco desde o início dessa aventura, falavam de tudo um pouco, mas bastante sobre futebol, claro... No final do trajeto ele nos indicou que pegássemos um táxi até a fronteira que sairia bem baratinho e ele nos deixaria na porta de saída de Belize para entrada na Guatemala.
E foi o que fizemos, carimbamos o nosso passaporte com visto para até 90 dias e entrarmos na Guatemala. Já na saída um senhor nos abordou e se ofereceu para nos levar até Flores, inicialmente não sabíamos se dava para confiar, sabíamos dos táxis particulares, mas vai saber né? Nos pareceu uma pessoa confiável, chora daqui, pede desconto e tal, fechamos o transporte. Com o ônibus levaríamos mais umas 3h e com o táxi seria no máximo 2h ou menos. No caminho fomos conversando e aprendendo um pouco da cultura local e também sobre o país como um todo. Ele nos indicou ficar em Flores, pois de Flores seria muito fácil se deslocar até Tikal (Reserva Maia), ficando em Flores teríamos muitas opções de hotéis, pousadas e comida, além de ser mais em conta também. Tínhamos alguns hotéis como referência, mas pedimos uma indicação para ele, e chegando na cidade nos levou ao Hotel Villa Del Lago, um ótimo hotel, com um bom preço e muito bem localizado. Foi um dia cansativo e de muitas aventuras, queríamos deixar as malas no hotel e darmos uma volta na cidade para reconhecer o terreno e acharmos um lugar para jantar.
No hotel o pessoal nos indicou um restaurante com comida típica, e lá fomos nós. O Emerson comeu um prato típico, com cerdo e eu um frango. Saímos do restaurante satisfeitos e fomos dar uma caminhadinha na chuva. Voltamos ao hotel, cansados, mas agradecidos por ter dado tudo certo e por encontrarmos pessoas boas pelo caminho que nos ajudaram.
Acordamos bem cedo e saímos para caminhar na cidade, ninguém havia acordado ainda, estava quase tudo fechado. Durante a noite tínhamos escutados muito barulho de fogos de artifício e logo cedo percebemos que na nossa rua haviam pessoas saindo de uma festa (tudo muito simples), achamos engraçado. Saímos a caminhar para achar um lugar para tomar um café da manhã, achamos um restaurante aberto em frente ao lago “Peten Itza”.
Pedimos o café e o rapaz trouxe um mingau de aveia que não estava muito bom, frijoles claro não podiam faltar, ovos, banana frita e o café preto, que bomba, heheeh, só Bombaaaaaaa!!!!!
Igreja de Flores
Praça Central
Nosso Hotel Vila del Lago
Olha o Tuk Tuk
Vista do nosso Hotel
Às 10h saímos para o passeio em Tikal, que era um dos mais aguardamos da viagem, afinal era uma das principais cidades dos Maias. No trajeto de deslocamento, o guia foi explicando tudo o que iríamos ver e falando tudo sobre a cultura Mais. Foi uma aula e um banho de cultura, bem diferente do que escutamos pela imprensa. Tivemos muita sorte em ter este guia, ele foi explicando como surgiu a civilização Maia, como viviam e se desenvolveram e como se dissolveram depois para outras civilizações. Mas claro que a descoberta pelos espanhóis foi o que praticamente terminou com tudo. Foi um dia muito intenso, caminhos pelo Sítio Arqueológico sempre com muitas observações do guia, visitamos as ruínas e até subimos em alguns templos. Um lugar fascinante e místico.
Tikal foi um dos maiores centros populacionais e culturais da civilização maia. Já no Século IV a.C. se iniciava a construção da sua arquitetura monumental mas as estruturas que hoje lá se vêem provêm do período clássico, que ocorreu de 200 d.C. até 850 d.C.. Depois desta data nenhum grande monumento foi construído; coincidindo com esta data depósitos que comprovam ocorrência de incêndio em alguns palácios usados pela elite da cidade. Deste período em diante se inicia o gradual declínio de sua população até o seu abandono total por volta do Século X d.C.
O nome " Tikal " quer dizer " Lugar de Vozes " ou " Lugar de Línguas " na língua maia. Entretanto, a designação do nome antigo da cidade mais comum que se extrai dos hieroglifos a designam como Mutal ou Yax Mutal, que significaria " Pacote " ou " Pacote Verde ", e talvez metaforicamente " Primeira Profecia ". Estudiosos estimam que, no seu auge, a cidade tinha uma população entre 100000 e 200000 habitantes.
Tikal foi um dos maiores centros populacionais e culturais da civilização maia. Já no Século IV a.C. se iniciava a construção da sua arquitetura monumental mas as estruturas que hoje lá se vêem provêm do período clássico, que ocorreu de 200 d.C. até 850 d.C.. Depois desta data nenhum grande monumento foi construído; coincidindo com esta data depósitos que comprovam ocorrência de incêndio em alguns palácios usados pela elite da cidade. Deste período em diante se inicia o gradual declínio de sua população até o seu abandono total por volta do Século X d.C.
O nome " Tikal " quer dizer " Lugar de Vozes " ou " Lugar de Línguas " na língua maia. Entretanto, a designação do nome antigo da cidade mais comum que se extrai dos hieroglifos a designam como Mutal ou Yax Mutal, que significaria " Pacote " ou " Pacote Verde ", e talvez metaforicamente " Primeira Profecia ". Estudiosos estimam que, no seu auge, a cidade tinha uma população entre 100000 e 200000 habitantes.
| Olha eu com uma capa de chuva, linda! |
| Árvore Ceiba |
| Um Pica Pau procurando comida! |
| Estávamos emocionados com tanta história! |
| Cansada, mas muita feliz! |
| Este Altar Maia, foi algo lindo de ver,muito significativo! |
Ao retornarmos para Flores, pegamos um barco e fomos visitar um Museu Maia que fica em uma ilha chamada “Islote Santa Barbara”. Lá encontramos uma rádio local (Rádio Petén), fomos até anunciados na rádio pelo locutor local ao vivo, que chique, brasileiros visitando nossa rádio. Uma simpatia!
O senhor Luiz, filho do proprietário da ilha, nos mostrou todos os objetos Maias que seu pai colecionou e recebeu de diversos pesquisadores, todo esse rico material está lá neste museu. São coisas desde 1.700 A.C. Um lugar simples, mas cheio de histórias para contar e admirar. Ao final da visita, ele me deu um “regalo”, uma orquídea. Demos mais uma volta pela ilha e fomos pegar o barco que estava nos esperando para mais um passeio pelo lago.
A noite fomos jantar no restaurante Império, uma comida muito gostosa, tomamos um mojito cada um e comemos muito. Como era nossa última noite em Flores aproveitamos para comprar umas lembranças do artesanato local, comprei uma bolsa e uma carteira bem coloridas, minha cara!

Demos uma última caminhada na cidade e preparamos as coisas para o próximo destino “Semuc Champey”, localizada no município de Lanquín. Semuc Champey significa "Onde o rio se esconde na montanha". O local é muito conhecido pelas piscinas naturais e pequenas cascatas.
Pegamos a van e fomos para um trajeto de mais de 7h de viagem. Durante a viagem fomos vendo e percebendo a simplicidade do povo e do lugar.
A maioria das casas não tem TV, isso faz com que as pessoas se olhem, se vejam e conversem, era o que percebemos observando ao longo do caminho. Percebe-se que a mídia não tem influência sobre o povo “ainda”, não se via preocupação estética com o corpo, com o modo de vestir, etc. Cada um anda a seu modo. Talvez as pessoas (nós turistas) achemos ignorância deste povo, tamanha simplicidade, mas percebemos que a vida é muito simples para eles, sem nenhum tipo de luxo ou consumismo, enquanto estamos preocupados em ter, ter, ter, estamos vivendo para trabalhar e adquirir. Aqui vemos que as pessoas trabalham para viver. Estamos sem freio, queremos a melhor TV, o melhor computador e estamos esquecendo de observar as pessoas que estão a nossa volta.
Na Guatemala percebemos que a cultura e as origens de seu povo, principalmente no interior, vale mais do que qualquer ensinamento escolar. Vamos vivendo um dia de cada vez!
"O rio atravessa o mar
O mar atravessa o oceano
Eu atravesso a rua
Pra dizer que te amo!"
27 de Janeiro de 2013
Depois da comilança de ontem, resolvemos tomar café no hotel com frutas frescas e sem frijoles, heheheeh.
Demos uma última caminhada na cidade e preparamos as coisas para o próximo destino “Semuc Champey”, localizada no município de Lanquín. Semuc Champey significa "Onde o rio se esconde na montanha". O local é muito conhecido pelas piscinas naturais e pequenas cascatas.
Pegamos a van e fomos para um trajeto de mais de 7h de viagem. Durante a viagem fomos vendo e percebendo a simplicidade do povo e do lugar.
A maioria das casas não tem TV, isso faz com que as pessoas se olhem, se vejam e conversem, era o que percebemos observando ao longo do caminho. Percebe-se que a mídia não tem influência sobre o povo “ainda”, não se via preocupação estética com o corpo, com o modo de vestir, etc. Cada um anda a seu modo. Talvez as pessoas (nós turistas) achemos ignorância deste povo, tamanha simplicidade, mas percebemos que a vida é muito simples para eles, sem nenhum tipo de luxo ou consumismo, enquanto estamos preocupados em ter, ter, ter, estamos vivendo para trabalhar e adquirir. Aqui vemos que as pessoas trabalham para viver. Estamos sem freio, queremos a melhor TV, o melhor computador e estamos esquecendo de observar as pessoas que estão a nossa volta.
Na Guatemala percebemos que a cultura e as origens de seu povo, principalmente no interior, vale mais do que qualquer ensinamento escolar. Vamos vivendo um dia de cada vez!
Mas bem, chega de filosofia, depois de 7h de viagem, entramos na selva. Logo que chegamos fiquei preocupada, e falei para o Emerson, aonde foi que tu nos enfiou!!!
Logo ele respondeu:
- Te disse que a Guatemala seria aventura!
Saímos de nosso micro e mandaram a gente subir num “Pau de Arara” só obedeci! Kakakaka
Saímos de nosso micro e mandaram a gente subir num “Pau de Arara” só obedeci! Kakakaka
| Ele bem feliz, ainda pediu uma cerveja da cidade!!! |
As 22h todas as luzes se apagavam pois o gerador funcionava das 18h até às 22h. Portanto somente 4 horas de luzes, depois só o luar. Ao deitarmos só ouvíamos o rio e os pássaro.
Paramos no centro para esperar um casal que vinha de Lanquim também. Perguntamos para o motorista se ele tinha vaga no hotel “El Portal”, e ele logo respondeu que havia lugar para todos no paraíso! O hostel ficava a 10km do centro de Lanquim. Chegamos em uma ponte e a vista das cabanas foi algo que iluminou nossos corações, era algo de filme, montanhas, rio e cabanas, muito lindo. Ficamos em uma cabana na beira do rio Cahabón que se chamava “ALAU”, muito gostosa, rústica e confortável. Pediram para que escolhêssemos a janta porque saia sempre às 19h30. Tomamos um bom vinho com um prato de massa a luz da lua cheia que estava mais linda do que nunca!!!
| A lua neste dia estava LINDAAAAAAA!!! |
28 de Janeiro de 2013
Acordamos às 6h da manhã (10h no Brasil), vimos o dia amanhecer da janela da nossa cabana. Fizemos um chimarrão e ficamos ali em silêncio, só ouvindo os sons da natureza e mateando. Saímos para caminhar e depois tomamos um belo café da manhã no alto da cabana central.
| Mais um café BOMBAAAAA!! |
| Vista da nossa cabana |
Nosso passeio para conhecer as famosas “pozas” sairia às 10h. De nossa pousada caminhamos apenas 100m até a entrada do Parque. O guia local nos deu informações sobre a região e o que iríamos ver ao longo do dia. Começamos pela subida ao mirador, a trilha para o mirante tem 1,2km e dura em média 1h. Chegamos lá bem cansados, mas valeu a pena a vista, e que vista!!!
O lugar é lindo a água é cristalina, parece uma piscina de verdade com água doce e cor azul turquesa, verde, sei lá! Maravilhoso! Após algumas fotos, seguimos para a “cascata”. Depois fomos conhecer as “pozas”, tomamos banho pulando de uma a uma, nadamos, fizemos esqui-bunda, nos atiramos em algumas partes que foram bem assustadoras, pensamos que não iríamos conseguir, para voltar tivemos que escalar algumas pedras com limo, bem escorregadias por sinal. Numa dessas pedras tinha a possibilidade de mergulhar e entrar dentro da pedra, saindo do outro lado, claro que não fui né, mas o Emerson se arriscou e seguiu o pessoal. Fiquei com medo de me sentir sufocada, mas o Emerson disse que foi tranquilo, ahha.
Após esse passeio bem puxado, voltamos para pousada para almoçar, para depois continuarmos a tarde. Chegamos às 13h almoçamos e às 14h30 saímos novamente para os outros passeios da tarde, essa sim foi uma loucura.
Neste passeio iríamos nas cavernas naturais, colocamos nossos sapatinhos para água. Na chegado recebemos uma vela grande cada um, e o guia disse que se soubéssemos utilizá-la duraria às 2h do passeio, se não teríamos que voltar no escuro. Por falar em guia, particularmente não gostamos do nosso, era um guri de 19 anos de debochava e ria das pessoas, além de assustar o tempo todo. Estávamos em 16 pessoas no grupo. A caverna era uma escuridão só, nadamos pela caverna escura com a vela na mão, sem dar pé em alguns lugares, depois subimos por uma corda com a cachoeira correndo no nosso rosto. Esta parte foi assustadora, pois a correnteza da água era forte demais e as pedras lisas, me apavorei quando o Emerson disse para que eu tivesse cuidado e não largasse a corda de forma alguma, foi uma subida muitoo difícil. Mas conseguimos vencer.
Seguimos pela caverna, tensos, e com medo que pudéssemos nos machucar, pois tinham muitas pedras, e vimos muitas pessoas já machucadas. Na volta tivemos que nos jogar em um buraco terrível e cair na escuridão. Claro que a vela apagou. A sorte é que tinha uma moça americana simpática, esperando com uma vela acesa. Quando sai do fundo da água e percebi que estava bem, fiquei esperando o Emerson e louca para vê-lo, o frio era grande. Após todos terem caído, saímos caminhando e nadando pela escuridão, em seguida vimos uma luz, graças a Deus era o fim da caverna e o começo para nós, porque este passeio superou tudo, mas principalmente porque demos bastante valor para nossa vida. Hehehe
O dia ainda não tinha acabado, saímos da temida caverna e voltamos para pousada agradecendo por não ter acontecido nada conosco. Chegando na pousada o guia local “Toto” nos esperava com uma câmara de caminhão para relaxarmos no rio. Caminhamos até o rio e sentamos na boia e descemos uma boa parte do rio curtindo o caminho e a natureza. Quando saímos na beira do rio tinha uma família tomando banho. A mãe da família estava nua, uma senhora índia e não se preocupava com nada, para terminar a aventura, o guia “Toto” chamou os mais corajosos para se atirar da ponte e cair no rio, muito alto por sinal. Resolvemos não arriscar, já que estava tudo indo muito bem e as mil maravilhas, já tínhamos tido muitas aventuras nesse dia.
Para terminar a noite, uma bela pasta com um bom vinho!
Agradecemos a Deus pela aventura e por estar tudo bem
Repousamos em nossa cabana ao som dos pássaros
"...Isto é a Grande vida.
Sendo esta a natureza verdadeira de Deus Absoluto, quando Deus se revela, realizam-se o bem, a justiça, a misericórdia, por si se instala a harmonia, ajusta-se cada um em seu respectivo lugar e não já dissensões,
não há quem lese o próximo, não há quem adoeça, não há quem sofra, não há quem seja miserável.
Deus é o Todo de tudo. Sendo Deus o Todo e Absoluto, nada há além de Deus.
Deus cobre toda a Realidade. De tudo aquilo que já, nada há que não tenha sido criado por Deus. "
29 de Janeiro de 2013Acordamos cedo, tomamos o tradicional café com “huevos” e “frijoles”, e nos despedimos de Semuc Champey, um lugar mágico. Subimos no “Pau de Arara” para enfrentar mais 10km até chegar a Lanquin para pegar a Van para Antigua, uma viagem de mais de 7h de viagem. A Van é o tipo de transporte na Guatemala, não muito confortável, mas tudo valia. Em Antigua como nas outras cidades tínhamos algumas referências de lugares para ficar, depois da longa viagem chegamos na antiga capital da Guatemala. Descemos da Van e saímos a caminhar com as Mochilas em busca de uma pousada ou hotel. Pegamos uma dica de uma americana que viajou conosco e iria ficar no Hostel “El Gato Negro”, passamos pela frente e não curtimos, era mais um bar-hostel, mais alternativo para o povo mais ripe, então seguimos nossa procura. Em uma esquina perguntamos para um guarda uma indicação, e ele idsse “Si, tiene vários”, isso eu sei né.. kkkk
Olhei para frente e lá estava uma placa escrita hotel, perguntamos o valor e era bem acessível, quando a menina nos levou até o quarto e a janela era de frente para o Vulcão com a piscina e a jacuzzi bem próximas, é aqui que vamos ficar. A vista era espetacular!
Lá todos tem medo de assalto, qualquer um tem arma por lá!
No dia anterior tínhamos fechado um passeio para Panajachel , que fica no lago Atitlán na Guatemala. Saímos às 5h da manhã, a Van que nos pegou foi a melhor da viagem até agora e o motorista muito cuidadoso. Ao chegar na agência na cidade de Panajachel, um moço muito simpático chamado Alex nos recebeu dizendo que seria nosso guia durante todo o dia. Combinamos de nos encontrarmos na agência em 1 hora, então poderíamos dar uma volta na cidade e tomar um café da manhã se desejássemos. Encontramos um restaurante para tomar um café, desta vez pedimos um café mais leve, comente com ovos, ma so do Emerson veio com frijoles mesmo assim. Em seguida nos encontramos com o Alex que já começou seu trabalho falando da economia do lugar, das pessoas e da cultura. Fomos caminhando até chegarmos ao lago Atitlan é o lago mais profundo da América Central, chegando a 340 metros de profundidade. É cercado por 3 vulcões e tem como característica vilas ao redor do lago que já foi utilizado pelos mayas. Pegamos um barco até nossa primeira ilha, nosso passeio aconteceria em 3 povoados, começando por San Juan, um dos povoados mais tradicionais ao redor do lago, onde visitamos a cooperativa de artesãos e ateliês de pintura. O Alex nos preveniu que se fossemos tirar fotos das pessoas, deveríamos pedir para pessoa pois não era conveniente tirar fotos sem autorização da pessoa e que já teve problemas em razão disto. Alex foi um guia muito cuidadoso e com uma sabedoria da cultura que nos surpreendeu.
Visitamos a escola de arte de um artista local, compramos um quadro muito lindo para enfeitar nossa casa. Depois saíamos para conhecer uma escola primária, depois nos contou a história de uma cooperativa de tecelãs, nos mostrou todo o processo que as mulheres faziam, desde a retirada do algodão na árvore, até o chalé feito por elas, um trabalho belíssimo. Gostamos muito de como eles faziam o tingimento dos tecidos. Agradecemos as mulheres da cooperativa e fomos conhecer um pouco da história do café da região. Depois de caminharmos chegamos em outro povoado “San Pedro”. No caminho conhecemos um senhor que fazia tijolos de barro, muito simpático. Tiramos fotos, olhem um deus Maia na foto. (deitado). Heheheh
Depois da propaganda do café o Alex nos levou para provar ele famoso café, foi um dos melhores cafés que já tomamos, muito saborosooooo! Com muita sensibilidade nos deixou a sós para desfrutarmos do café, marcamos de nos encontrarmos em 30 minutos para seguirmos para o povoado de Santiago. Ele perguntou se topávamos pegar um tuk-tuk para visitarmos uma lenda local que é o deus negro. Na verdade era uma espécie de “Pai de Santo”, uma crença local de muitas pessoas dali. Saíamos dali e fomos conhecer a igreja católica local, que tinha muitas histórias na resistência contra os espanhóis. Em frente a igreja tinha uma senhora “Dona Maria” que mostra para os turistas a roupa típica do local. Contou a história das bonequinhas que se chamam “Quita Peña”, que diz que sempre que você estiver triste, com o coração apertado, deve contar a história para ela que logo ela arranca sua “pena”, sua tristeza e tudo melhora!
Concluiu dizendo que eu deveria levar para os meus alunos, pois além de ser um presente simpático, era algo com uma história e cultura local. Claro que comprei!!!
Hoje nossa saída era às 6h da manhã, logo cedo estávamos prontos esperando a van nos pegar no hotel para o próximo passeio “Subida ao Vulcão Pacaya”, um dos vulcões mais ativos da Guatemala. Foram 2 horas de viagem até chegarmos ao local da saída. O dia estava fechado e muito frio, uma mudança brusca de temperatura. O guia local nos falou como seria o passeio e começamos a caminhada em direção ao local onde é possível ver o calor de vulcão. Antigamente era possível ver a lava descendo, mas na última erupção em 2010 tudo foi inundado pela lava, agora só é possível chegar até um local que se pode sentir o calor do vulcão. Durante a subida, o pessoal local oferece cavalos para que não der conta da subida, diziam “taxi, taxi”. Mas nos seguimos a pé. Foi uma caminhada muito sofrida, devido ao tempo, uma senhora acabou desistindo, mas o restante do grupo conseguiu chegar até o objetivo, apesar do frio e do intenso vento.Ao chegar nosso guia que era “bem fraquinho”, pegou alguns marshmallow e nos deu um uma vara para esquentarmos no calor do vulcão. Uma pena que não se pode mais ver a lava, mas nesse local poderá no futuro sair lava. A subida é super cansativa e confesso achamos que o passeio seria mais empolgante, mas valeu a experiência. Voltamos cedo para Antigua e fomos em busca de um lugar para almoçar. Vi uma placa “Comida Típica” e falei para o Emerson, vamos lá conferir. A comida estava maravilhosa, após o almoço, voltamos para o hotel para curtirmos a piscina e a jacuzzi, afinal também merecemos relaxar depois de tantas aventuras. Passamos a tarde curtindo o hotel.
Foi um dia muito gratificante, cultural, agradável e de muita sabedoria do nosso guia “Alex”. É muito legal vermos alguém que adora o que faz. A agência dele é a Eterna Primavera (www.eternaprimavera.com.gt).
A noite fechamos o dia com chave de ouro em um restaurante com estilo italiano “Da Vinci”, tomamos um bom vinho e uma deliciosa sopa.
Buena noche!
31 de Janeiro de 2013| Restaurante de Comida Típica...a higiene é algooooo!!! |
À noite fomos em um mercadinho de artesanato local, pois tinha visto um conjunto de jogo americano que queria muito comprar para nossa casinha. Falei para o Emerson que iria chorar bastante para tentar baixar o preço, afinal eles negociam bastante, o guia Alex já tinha nos alertado para negociar sempre. Depois de passarmos em umas 3 banquinhas, chorei bastante para uma senhora que chegou ao preço que eu disse que poderia pagar, sai dali contente, pois gostei muito do conjunto. Depois o Emerson comprou umas camisetas que tinha achado bonitas e fomos jantar. Escolhemos voltar no “Da Vinci”, pois o local foi muito agradável, e como era nossa última noite em Antigua, resolvemos que nosso último jantar seria lá. Dessa vez comemos uma massa cada um. Pedimos uma sopa de entrada e a massa. A minha estava uma delícia, o Emerson pediu para o proprietário um prato diferente, ele indicou uma lasanha Maia. E adivinha o que tinha na lasanha..... heheheeh Frijolessss...
Quando o Emerson viu a massa negra, não imaginou que fosse feijão, mas comeu...
Quando o Emerson viu a massa negra, não imaginou que fosse feijão, mas comeu...
